ITAIPU CHEGA AOS 47 ANOS COM FOCO NO PAGAMENTO DA DÍVIDA E NA REDUÇÃO DA TARIFA

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“Com o pagamento da dívida, o custo da produção da energia será reduzido. Isso vai permitir também a redução na tarifa de Itaipu”, afirma o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general João Francisco Ferreira. “Assim, Brasil e Paraguai poderão atrair mais investimentos e abrir frentes de trabalho para nossa gente.” Segundo ele, a queda da tarifa será importante para a retomada da economia.

Mas, antes mesmo de quitar a dívida, a binacional vem contribuindo com o desenvolvimento do Brasil e do Paraguai, com a gigantesca produção de energia e com o investimento em obras estruturantes.

Desde que começou a gerar energia, Itaipu já produziu quase 2,8 bilhões de megawatts-hora, quantidade suficiente para abastecer o planeta por 45 dias. Atualmente, a usina hidrelétrica responde pelo abastecimento de 11% de todo o Brasil e de 90% do Paraguai.

Obras estruturantes

Itaipu também tem feito uma série de investimentos em projetos sociais, ambientais e, especialmente, em obras estruturantes com legado para a população e consideradas fundamentais para a melhoria da infraestrutura nos dois países. Só no Brasil estão sendo investidos mais de R$ 2,5 bilhões em obras, com a geração de 2.500 empregos.

“Os recursos da venda de energia devem garantir o funcionamento da usina, manter a qualidade da água utilizada na produção de energia e, com os recursos restantes, Itaipu tem a obrigação de fazer um bom uso em projetos que gerem benefícios para a população, como as obras estruturantes que vão acelerar o desenvolvimento do Brasil e do Paraguai”, afirmou o general Ferreira.

Entre os investimentos, destacam-se obras voltadas à melhoria da qualidade de vida da população local – como a construção do Mercado Municipal, a revitalização do Gramadão da Vila A e a criação de vários quilômetros de ciclovias e áreas de convivência para as famílias. Também há a preocupação de equipar e ampliar o maior hospital da região, o Hospital Ministro Costa Cavalcanti, que tem ligação histórica com a usina hidrelétrica e vem recebendo aportes para o enfrentamento da covid-19.

As obras que receberam a maior quantia de recursos vão garantir uma maior mobilidade de turistas, além de agilizar o escoamento das safras agrícolas e dos produtos industrializados para exportação. As reformas no Aeroporto de Foz do Iguaçu vão possibilitar a oferta de voos diretos para os Estados Unidos e Europa. Além disso, a duplicação da BR-469 (Rodovia das Cataratas) vai melhorar o acesso ao aeroporto.

Outra obra fundamental para o desenvolvimento da região é a Ponte da Integração Brasil-Paraguai, que deve estar pronta em meados de 2022. A ela se somam as obras da Perimetral Leste, uma nova rodovia que conectará a ponte à BR-277, que também está sendo construída com recursos da binacional.

Em modelo estaiada, a ponte terá um vão livre de 470 metros e uma extensão total de 760 metros, com pista simples e acostamento. “A nova ponte é desejada pelos dois países há décadas. As obras já passam dos 50% e a ponte será entregue no prazo combinado”, avaliou o general Ferreira.

Atualização tecnológica

Se Itaipu se orgulha de seu passado e se esforça no presente, por meio dos bilhões investidos em obras, ela também olha para o futuro, buscando garantir os recordes de produtividade e a elevada produção de energia limpa e renovável. Para isso, a empresa adotou ao longo dos anos uma série de evoluções tecnológicas.

Há mais de uma década, iniciou os estudos para o projeto de Atualização Tecnológica da Usina e de suas Subestações. Foi um trabalho extenso e meticuloso, com a participação de profissionais todas as diretorias da empresa, até o lançamento do edital internacional, no final de 2019. O projeto será implantado nos próximos 14 anos, com investimento previsto de US$ 964,7 milhões.

A modernização compreende a avaliação e substituição de equipamentos e sistemas de supervisão, controle, proteção, monitoramento, medição e suas respectivas interfaces com os processos de geração, subestações, vertedouro, os equipamentos auxiliares da barragem e da casa de força. Com um ciclo de vida maior, equipamentos pesados, como turbinas e geradores, não são substituídos.

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