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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026
Polícia Militar do Paraná adota terapia com cães para crianças com autismo

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Polícia Militar do Paraná adota terapia com cães para crianças com autismo

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A Companhia de Operações com Cães (CIOC) da Polícia Militar do Paraná (PMPR) iniciou recentemente os treinamentos para a realização de cinoterapia, uma modalidade de Terapia Assistida por Animais destinada a crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O projeto já conta com seu primeiro cão, Balu, um filhote de quatro meses da raça Golden Retriever, que está em processo de formação e adaptação rigorosa. A iniciativa será implementada em duas fases. Na primeira, a equipe formada pelo policial condutor e o cão deverá visitar clínicas e instituições especializadas, com o objetivo de integrar as atividades terapêuticas em andamento. Na segunda etapa, o plano contempla a criação de uma estrutura na sede da CIOC para recepção das crianças e realização das terapias no local. O treinamento de Balu é um componente essencial do projeto. A 1º tenente Mikaela Esmanhoto explica as etapas do processo: “O Balu está com quatro meses agora, então está na fase de socialização e ambientação. Esse é o momento em que tentamos apresentar o máximo de estímulos para ele, para que, ao chegar na fase jovem e adulta, ele não estranhe, não tenha medo e não seja um cão reativo”. Ela complementa: “Até por volta dos 10 meses, ele ficará nessa fase de socialização e também no adestramento básico, como sentar, deitar, entender comandos, saber que não pode ser reativo, não pode pular, nem morder. Depois desse período, começaremos a aplicá-lo diretamente nas terapias.” A concretização do projeto foi idealizada pelos cabos Curotto e Maickon, ambos cinotécnicos da CIOC, com apoio do capitão Marcelo Hoiser, comandante da companhia. A viabilização ocorreu por meio de uma parceria estratégica com um canil em Curitiba, que resultou na doação de Balu. A escolha do filhote foi feita pela cabo Curotto, que identificou o perfil ideal para o trabalho. A escolha da raça Golden Retriever não é uma exigência exclusiva, mas uma decisão baseada em estudos e práticas internacionais, conforme explica Hoiser: “Há iniciativas ao redor do mundo que demonstram que essa raça apresenta características ideais para terapias assistidas por animais, como temperamento dócil, sensibilidade e facilidade de socialização. Por isso, a priorização do labrador se dá como uma medida de eficiência na aplicação dos recursos públicos, evitando tentativas com raças que podem não apresentar o mesmo nível de resposta comprovada.” De acordo com os responsáveis, o objetivo é que o cão seja um ponto de estabilidade para as crianças durante as terapias. “Ele tem que mais receber do que oferecer. Ou seja, ele precisa receber o carinho, e não ser ele a pular ou pedir atenção. É necessário ser um ponto de calma”, acrescenta o capitão Hoiser. As interações iniciais entre Balu e as crianças já estão ocorrendo de forma controlada, com foco na adaptação do filhote. A previsão é que Balu esteja plenamente preparado para atuar nas terapias até o final deste ano ou início do próximo, marcando o início do trabalho direto dessa iniciativa. O projeto busca trazer benefícios significativos para as crianças com TEA por meio da integração de terapias tradicionais e o apoio proporcionado pelo trabalho com o cão.
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