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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026
Segurança em parques nacionais volta a ser debatida após morte no Cânion Fortaleza

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Segurança em parques nacionais volta a ser debatida após morte no Cânion Fortaleza

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A morte de uma menina de 11 anos no Parque Nacional da Serra Geral, ocorrido no Cânion Fortaleza, em Cambará do Sul (RS), destaca a necessidade de atenção com a segurança em unidades de conservação abertas ao turismo de aventura e contemplação. Após o incidente, a concessionária Urbia Cânions Verdes informou que segue rigorosos protocolos de segurança exigidos pelos órgãos competentes. “Turistas são orientados a adotarem as práticas adequadas para a atividade em meio às trilhas, sobretudo nas bordas dos cânions. Placas sinalizam o caminho e alertam os visitantes ao longo do trajeto, sobre os riscos e as precauções que devem ser tomadas”, comunicou a empresa. Além disso, uma equipe de bombeiros civis treinados está disponível para emergências e acidentes.

As trilhas do parque são classificadas como de nível médio e intermediário, e a contratação de guias registrados no Cadastur é opcional. A empresa explica que as normas de segurança fazem parte do Sistema de Gestão de Segurança aprovado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e detalhado no Protocolo Operacional de Visitação (Prov). Este documento regula todas as áreas acessíveis aos visitantes, define atividades permitidas e inclui medidas como sinalização, guarda-corpo e ancoragens, além de informações sobre horários, monitoramento das visitas e restrições. O ICMBio, por sua vez, declarou que não identificou falhas sistêmicas na segurança das áreas de visitação após o acidente, mas que medidas preventivas serão avaliadas para reforçar a proteção em parques nacionais abertos à visitação. “Como órgão gestor e fiscalizador dos contratos de concessão dos serviços de apoio à visitação da unidade de conservação, tomará medidas para revisão e eventual reforço na segurança nos parques nacionais abertos à visitação”, afirmou o instituto.

Luiz Del Vigna, diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), ressalta que qualquer atividade ao ar livre apresenta riscos inerentes. “O fato é que a atividade de turismo de aventura, em ambientes naturais, ambientes não controlados, é evidente que os riscos de acidentes, de incidentes, são maiores. Então, como há esse risco, a gente tem que se preparar e por isso criamos um conjunto de normas técnicas que versam sobre gestão de segurança”, explicou. Segundo ele, o setor segue 44 regras reguladas pelo Código de Defesa do Consumidor, que incluem o direito do consumidor ser informado sobre os riscos envolvidos. “Essa norma técnica brasileira é tão boa, que foi adotada pela ISO. Então, o que era uma norma técnica brasileira virou uma técnica internacional, que é uma norma expedida pela Suíça, pela ISO na Suíça, que é a ISO21101, o Sistema de Gestão de Segurança para Turismo de Aventura”, detalha Del Vigna.

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No Brasil, há 75 parques nacionais, dos quais 11 são operados por parcerias público-privadas. Apesar das diferenças em tamanho e complexidade, as unidades de conservação são consideradas seguras, especialmente devido à exigência de um sistema de gestão de segurança nos contratos de concessão. “O ICMBio adotou nos seus regulamentos internos que dentro dos processos de concessões de serviços de natureza de turismo dentro das unidades de conservação federais é obrigado a ter um sistema de gestão de segurança. Então, os parques e os concessionários trabalham para isso”, afirmou o diretor da Abeta.

Ainda assim, Del Vigna pontuou que fora dos parques nacionais o cenário é mais desafiador. A informalidade, a falta de fiscalização e a busca por menor preço em detrimento da segurança representam os principais problemas no mercado externo de turismo de aventura. Ele também comparou os riscos naturais das unidades de conservação com os de áreas urbanas. “Os parques nacionais brasileiros são seguros, eles não oferecem riscos adicionais aos que são característicos da região, como talvez a segurança, no Rio de Janeiro, por exemplo. Não é um risco diferente de você estar em Copacabana, ou na Avenida Paulista.”

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