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Domingo, 01 de Fevereiro de 2026
Virgínia depõe na CPI das Bets e esclarece ações publicitárias envolvendo jogos de azar

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Virgínia depõe na CPI das Bets e esclarece ações publicitárias envolvendo jogos de azar

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A influenciadora digital Virgínia Fonseca prestou depoimento à CPI das Bets nesta terça-feira (13). Ela foi chamada como testemunha para explicar contratos de publicidade relacionados a apostas online e responder sobre o possível incentivo ao jogo entre seus seguidores. Virgínia negou quaisquer irregularidades e afirmou ter alertado seu público sobre os riscos do jogo. A CPI investiga a possível promoção irresponsável dos jogos, especialmente para menores de idade, e eventuais irregularidades nas campanhas publicitárias.

A promoção de jogos de azar por influenciadores é vista com preocupação devido à vulnerabilidade de parte do público, que inclui menores de idade e pessoas suscetíveis a problemas com jogos. Um ponto central da investigação são as cláusulas contratuais que podem estar ligadas às perdas financeiras dos apostadores.

1. Por que Virgínia foi chamada à CPI?

A influenciadora foi convocada no contexto da investigação sobre o papel de influenciadores na promoção de plataformas de apostas. A CPI busca compreender os impactos sociais e psicológicos dessas campanhas. A senadora Soraya Thronicke, relatora da CPI, afirmou: "Ninguém ganha das bets, elas existem para ganhar em cima do apostador. Isso é um problema de saúde pública".

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2. Contrato polêmico e 'cláusula da desgraça'

Durante a sessão, foi discutido o contrato de Virgínia com a empresa Esportes da Sorte. A CPI investiga contratos onde influenciadores supostamente receberiam percentuais sobre as perdas dos apostadores. Virgínia negou a existência dessa cláusula em seu contrato, esclarecendo que o aumento de 30% no cachê dependeria de o lucro da empresa dobrar, algo que não ocorreu.

3. Alertas sobre os riscos das apostas

Virgínia declarou seguir as diretrizes do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), incluindo mensagens sobre os riscos das apostas e a proibição de menores de idade. Segundo ela: "Eu sempre deixo claro que é um jogo, que pode ganhar e pode perder. Que menores de 18 anos são proibidos na plataforma".

4. Uso de contas fornecidas pelas empresas

A influenciadora explicou que utilizava contas fornecidas pelas próprias empresas para realizar os vídeos promocionais. Sobre o tema, comentou: "É uma conta feita para eu jogar. Não é uma conta fake", destacando que o aplicativo era o mesmo usado por outros usuários públicos.

5. Arrependimento e continuidade das parcerias

Virgínia afirmou que não se arrepende das campanhas publicitárias realizadas até o momento, mas que está avaliando a continuidade de futuras parcerias com empresas do setor. Ela também explicou que não possui estrutura para ajudar financeiramente seguidores que enfrentam dificuldades devido às apostas.

A CPI continuará ouvindo outros influenciadores e representantes de casas de apostas, com o intuito de identificar práticas que possam ter incentivado jogos irresponsáveis. Virgínia entregou à comissão documentos relacionados a contratos com as empresas Esportes da Sorte e Blaze, que serão analisados sob sigilo. A expectativa é que os próximos depoimentos contribuam para entender o papel das campanhas publicitárias na promoção de jogos de azar e para propor medidas mais rigorosas de proteção ao consumidor.

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