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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026
Operação da PCPR desarticula esquema de jogos de azar e lavagem de dinheiro que movimentou R$ 45 milhões

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Operação da PCPR desarticula esquema de jogos de azar e lavagem de dinheiro que movimentou R$ 45 milhões

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou nesta quinta-feira (13) uma operação destinada a combater um esquema de exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro na cidade de Wenceslau Braz. A ação contou com o cumprimento de diversos mandados judiciais, incluindo o bloqueio de R$ 20 milhões nas contas dos investigados e o sequestro de sete imóveis, sendo cinco lotes urbanos e duas chácaras. Além disso, os policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão em seis endereços. Durante as diligências, foram apreendidas joias, passaportes, bolsas, dinheiro em reais e euros, mais de R$ 100 mil em folhas de cheque e três caminhonetes avaliadas em mais de R$ 800 mil. Também foram apreendidas 67 cabeças de gado. Uma arma de fogo foi encontrada, e seu portador foi detido em flagrante e encaminhado à delegacia. De acordo com o delegado Huarlei Oliveira, "todos os bens apreendidos ficarão à disposição da Justiça". Os investigados, a partir de agora, estão sendo monitorados eletronicamente e possuem proibição judicial de divulgar qualquer tipo de jogo de azar. A investigação, iniciada há cerca de seis meses com suporte do Ministério Público do Paraná (MPPR), apontou que o principal alvo do esquema é uma influenciadora digital de 30 anos. A influenciadora, que possui mais de 65 mil seguidores em suas redes sociais, utilizava suas plataformas para atrair apostadores para cassinos virtuais. Segundo a polícia, um aplicativo de mensagens, com mais de 8 mil membros, também era utilizado para divulgar as apostas, em parceria com outros envolvidos. O esquema movimentou mais de R$ 45 milhões entre os anos de 2023 e 2024. “A influenciadora e seu marido são apontados como líderes da associação criminosa. Os valores obtidos foram usados para a compra de imóveis, veículos e gado, além de custear viagens internacionais”, detalhou o delegado. As investigações revelaram que duas empresas de fachada eram usadas para movimentar os recursos do esquema. Ambas estariam registradas em imóveis residenciais sem qualquer tipo de atividade comercial aparente. O grupo enfrenta acusações por exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro, crimes contra as relações de consumo e associação criminosa.
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