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Segunda-feira, 05 de Janeiro de 2026
Paraná apresenta redução de 73% no desmatamento da Mata Atlântica em 2024, aponta relatório do IAT

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Paraná apresenta redução de 73% no desmatamento da Mata Atlântica em 2024, aponta relatório do IAT

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O Paraná conseguiu reduzir em 73% a supressão da Mata Atlântica em 2024. Um relatório divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Água e Terra (IAT) revelou que a área desmatada no Estado foi de 329 hectares no último ano, contra 1.229 hectares em 2023. O levantamento foi realizado pelo Núcleo de Inteligência Geográfica e da Informação (NGI) do órgão ambiental, setor criado para auxiliar na fiscalização do patrimônio natural paranaense, com base nos alertas disponibilizados pela Plataforma MapBiomas, iniciativa do Observatório do Clima. Este é o terceiro ano consecutivo em que o Paraná apresenta redução expressiva no desmatamento. Em 2021, a área desmatada foi de 6.939 hectares, passando para 4.002 hectares em 2022 (uma redução de 42%), e 1.229 hectares em 2023 (redução de 69%). “São números importantes, que vêm demonstrando todo o trabalho feito com a nossa equipe de fiscalização, que atua tanto em campo quanto em vistorias aéreas usando o helicóptero do IAT. O uso da tecnologia também é essencial, permitindo a detecção de qualquer situação de desmatamento ilegal a partir de sistemas de imageamento”, destacou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza. O IAT, vale lembrar, é uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). O reforço no serviço de fiscalização foi apontado como um dos principais fatores na redução do desmatamento. Segundo o relatório, o valor aplicado em multas relacionadas a danos à flora em 2024 foi de R$ 134 milhões, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior (R$ 123,2 milhões). O número de Autos de Infração Ambiental (AIA) também aumentou, passando de 3.784 para 5.225 no mesmo período. Desde 2019, as multas aplicadas totalizam R$ 566,7 milhões. Esses valores são integralmente destinados ao Fundo Estadual do Meio Ambiente, criado para viabilizar projetos que promovam a preservação e a recuperação dos recursos naturais, em conformidade com a Lei Estadual 12.945/2000. Em termos de infrações, as regionais de Guarapuava (745), Curitiba (633), Francisco Beltrão (584), Irati (529) e Ponta Grossa (420) registraram as maiores quantidades de autos de infração. Esses escritórios foram responsáveis por 63% das multas ambientais relacionadas à supressão de vegetação, totalizando R$ 84,9 milhões. O IAT também esteve à frente de operações importantes no período. Ao final de abril, o órgão realizou sua primeira operação remota de combate ao desmatamento, resultando na aplicação de 218 autos de infração em 46 municípios e R$ 5,9 milhões em multas. Em maio, outra operação abrangeu 19 municípios do Sudoeste, com R$ 2,8 milhões em multas. Já em junho, seis municípios da região central foram fiscalizados, com a emissão de 237 autos e penalidades somando R$ 6,9 milhões. Por fim, em julho, outra grande operação remota vistoriou 43 municípios, resultando em 252 autos e R$ 16,4 milhões em multas. O secretário estadual Everton Souza frisou que, além da fiscalização, as iniciativas de restauração ambiental também têm contribuído significativamente para a redução do desmatamento. Em 2024, o Paraná atingiu a marca de 10 milhões de mudas distribuídas desde 2019 por meio do Programa Paraná Mais Verde, com todas as mudas cultivadas nos 21 viveiros do IAT. “Além de estarmos combatendo fortemente o desmatamento ilegal, trabalhamos com clubes de serviço, prefeituras, escolas e proprietários rurais para ações de plantio, que ajudam a recuperar a vegetação nessas áreas”, explicou ele. A aplicação de tecnologia também tem sido considerada um dos pilares nas ações contra o desflorestamento. Desde 2021, os desmatamentos de florestas naturais passaram a ser monitorados por alertas gerados por imagens de satélite, com dados publicados nas plataformas MapBiomas Alerta e Rede MAIS. O NGI analisa essas ocorrências e elabora laudos técnicos com informações detalhadas sobre as áreas desmatadas, possíveis infrações e áreas embargadas. Além disso, a tecnologia permite verificar o licenciamento das propriedades, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a conformidade com as Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais. Os relatórios técnicos são repassados às regionais do IAT, que realizam as ações necessárias. “As nossas ferramentas de detecção estão sendo cada vez mais aprimoradas. Se inicialmente conseguimos detectar o desmatamento em uma área mínima de um hectare, hoje já são três mil metros, ou seja, conseguimos vistoriar áreas cada vez menores. Os avanços também permitem que os autos de infração possam ser emitidos de forma remota, sem necessidade da presença de um técnico no local”, ressaltou Souza. A população pode contribuir na luta contra os crimes ambientais através de denúncias. Segundo o IAT, quem realiza desmatamento ilegal pode ser penalizado administrativamente com base na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08. O responsável também responde criminalmente. O principal canal de denúncias do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, que garante a apuração das informações e uma eventual verificação no local. Já no IAT, denúncias podem ser feitas por meio do serviço de Ouvidoria, no portal Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante fornecer detalhes precisos para agilizar a apuração e o atendimento pelas equipes.
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Adjori

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