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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026
Paraná investe R$ 30 milhões em estudo inédito para gestão das bacias hidrográficas até 2027

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Paraná investe R$ 30 milhões em estudo inédito para gestão das bacias hidrográficas até 2027

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O Governo do Paraná anunciou nesta sexta-feira (21), véspera do Dia Mundial da Água, o início de um estudo inédito voltado para mapear e compreender as características dos recursos hídricos em todo o estado. O projeto, coordenado pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), foca na revisão e elaboração dos Planos de Bacia Hidrográfica, em conformidade com a Política Nacional de Recursos Hídricos nº 9.433/97 e a Política Estadual de Recursos Hídricos nº 12.726/1999. Com um investimento total de R$ 30 milhões, a previsão de conclusão é para 2027. Os planos serão elaborados pela Gerência de Gestão de Bacias Hidrográficas (GEBH) do Instituto Água e Terra (IAT). As ações abrangem o diagnóstico, prognóstico e desenvolvimento de diretrizes para as 16 bacias hidrográficas do Paraná. “Os planos de bacias são elaborados levando em conta os aspectos hídricos, ambientais, sociais, econômicos e políticos, buscando sempre a solidez da segurança hídrica”, explicou Danielle Tortato, gerente da GEBH do IAT. Segundo ela, o planejamento atende a uma ampla gama de usos da água, incluindo indústrias, agricultura, pecuária, piscicultura, lazer e outros setores. “Para que todos os setores tenham acesso saudável e suficiente aos recursos, é importante que o aproveitamento de cada unidade hidrográfica seja adequado às condições de localização, quantidade e qualidade das águas. Além disso, os planos também servirão para evitar conflitos”, acrescentou. Pela primeira vez, o estudo será realizado simultaneamente em todo o território paranaense, o que, segundo Danielle, trará avanços significativos para o gerenciamento dos recursos hídricos. “Teremos dados completos e padronizados de todas as regiões, com números atualizados para cada uma das unidades. Esse tipo de informação nos permite compreender, otimizar e definir limites para cada bacia, organizar e coordenar os trabalhos de uma maneira mais adequada”, disse. Os estudos serão divididos em três etapas: diagnóstico, prognóstico e plano de ação. A fase de diagnóstico abordará a situação atual de cada bacia, identificando características, potencialidades e problemas. A etapa de prognóstico projetará a evolução do uso dos recursos hídricos, avaliando possíveis cenários futuros e ameaças. Por fim, o plano de ação estabelecerá metas, programas e projetos para a gestão integrada das bacias, incluindo mecanismos de monitoramento e propostas de financiamento. O Paraná possui 16 bacias hidrográficas que foram reorganizadas em 12 Unidades Hidrográficas de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UHGRH): Litorânea; Alto Iguaçu, Afluentes do Rio Negro e Afluentes do Rio Ribeira; Itararé, Cinzas, Paranapanema 1 e Paranapanema 2; Tibagi; Jordão; Pirapó, Paranapanema 3 e Paranapanema 4; Alto Ivaí; Baixo Ivaí e Paraná 1; Piquiri e Paraná 2; Paraná 3; Afluentes do Médio Iguaçu; e Afluentes do Baixo Iguaçu. Esta divisão, realizada em parceria com o Comitê de Bacias Hidrográficas, visa aprimorar o gerenciamento dos recursos de forma específica para cada região. Atualmente, apenas oito dessas unidades possuem planos operacionais; cinco já foram finalizados e três estão em fase final de elaboração. Segundo Danielle, os planos atuais estão defasados, sendo que o mais recente foi finalizado em 2017. “É um passo muito significativo que o Paraná está dando na gestão da água”, afirmou. Os novos estudos também incorporarão elementos inéditos, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e ao enfrentamento das mudanças climáticas. “Buscamos reunir todas as informações que possibilitem uma atuação otimizada sobre a gestão de recursos hídricos no Paraná. Por isso, é essencial que essas perspectivas contemporâneas façam parte dos nossos planos”, destacou a gerente.
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